segunda-feira, 18 de abril de 2011

Se as lágrimas fossem flores , hoje eu teria um lindo e imenso jardim. Não quero ir ao fundo do poço e nem medir a altura do tombo, só quero ficar. Ficar, e dar continuidade aos meus dias e aos momentos que acredito serem dignos de serem vivenciados. A distância ajuda em alguns casos, mas, em outros como este ela só destruiu e fez com o que era tão belo se apagasse com os meses que passaram, descobri que os sinais são claros e que quando algo tem que acontecer, a vida segue em ritmo e fluxo para que este realmente ocorra. E que por mais que haja esforço e boa vontade, nada ultrapassa a vontade da lei da vida , é importante ser determinado e manter o objetivo em mente, é importante não se desviar do caminho e nem muito menos se desesperar perante ás tempestades, mesmo que isto signifique chorar. Chorar: lavar a alma, permitir-se sofrer, admitir que não é marcada por sorrisos, e que as rugas que coleciono com os anos de vida, não são somente das risadas e gargalhadas que tive o prazer de proporcionar e do que já pude sorrir das pessoas que me acompanharam em casa período de minha caminhada.

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